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Introdução

Este framework permite que líderes de diferentes áreas de tecnologia tenham conversas significativas com seus liderados sobre as expectativas de cada posição e como planejar os próximos passos na sua jornada de carreira.

Embora o framework use papéis e níveis que são relativamente comuns na indústria de tecnologia dos EUA, cada organização é única. Utilize as informações como base e sinta-se à vontade para ajustá-las às suas necessidades.

O framework utiliza gráficos de radar para representar visualmente as diferentes perspectivas e expectativas de uma posição específica:

Gráfico Modelo

Trilhas de Carreira

O framework apresenta 4 trilhas de carreira diferentes:

  • Especialista de Domínio: também conhecido como especialista técnico ou funcional, requer um nível profundo de conhecimento em uma área específica, como desenvolvimento, design, dados ou QA.
  • Líder Funcional: também conhecido como líder técnico ou funcional, é responsável pelo sistema ou processos, equilibrando execução prática, conhecimento arquitetural ou processual, e suporte operacional.
  • Coordenador de Programas: responsável por coordenar e concluir iniciativas que abrangem várias equipes ou áreas.
  • Gestor de Equipe: também conhecido como gestor de equipe, é responsável pela entrega consistente, crescimento profissional e satisfação do time.

Se houver dúvidas sobre as diferenças entre um Líder Funcional e um Gestor de Equipe, consulte a página Líder Funcional vs Gestor de Equipe para uma comparação detalhada.

Nível Sênior Especialista de Domínio Líder Funcional Coordenador de Programas Gestor de Equipe
1 Não S1
2 Não S2
3 Não S3
4 Sim S4 FL4 PC4
5 Sim S5 FL5 PC5 TM5
6 Sim S6 FL6 PC6 TM6
7 Sim S7 FL7 PC7 TM7

(clique no nome da posição para mais detalhes)

Eixos

O gráfico acima apresenta os seguintes 5 eixos:

  • Conhecimento Técnico ou Funcional: conhecimento do conjunto de ferramentas, tecnologias ou processos específicos da área.
  • Sistemas e Processos: nível de responsabilidade pelos sistemas, fluxos ou metodologias.
  • Colaboração: relacionamento com as equipes e stakeholders.
  • Eficiência Operacional: engajamento nos processos de trabalho e entrega de resultados.
  • Influência: alcance da influência da posição.

O eixo influência pode ser visto como uma dimensão diferente, pois é ortogonal e se aplica a todos os outros eixos.

Cada eixo possui 5 níveis de desempenho. É importante destacar que cada nível inclui os anteriores. Por exemplo, alguém que evangeliza práticas também especializa-se e adota as práticas.

Continue lendo para entender melhor cada nível.

Níveis

Conhecimento Técnico ou Funcional

  1. Adota: aprende e utiliza as ferramentas, metodologias ou tecnologias definidas pela equipe.
  2. Especializa-se: torna-se referência em uma ou mais ferramentas ou áreas, buscando ativamente aprender novas.
  3. Evangeliza: pesquisa, cria provas de conceito e introduz novas práticas à equipe.
  4. Domina: possui conhecimento profundo sobre os processos ou stacks da área.
  5. Cria: projeta e desenvolve novas metodologias ou práticas amplamente utilizadas interna ou externamente.

Sistemas e Processos

  1. Melhora: entrega novas funcionalidades, fluxos ou melhorias que aprimoram os sistemas/processos.
  2. Projeta: desenvolve soluções de médio a grande porte, reduzindo gargalos ou débitos.
  3. Assume: é responsável pela operação e monitoramento de sistemas/processos, garantindo métricas-chave.
  4. Evolui: ajusta arquiteturas ou metodologias para atender a requisitos futuros.
  5. Lidera: conduz a excelência técnica ou processual, planejando para evitar problemas.

Colaboração

  1. Aprende: adquire conhecimento com outros e assume responsabilidades quando necessário.
  2. Apoia: ajuda proativamente os membros da equipe ou stakeholders a atingirem seus objetivos.
  3. Orienta: guia outros no crescimento de carreira ou sucesso funcional.
  4. Coordena: organiza o time, fornece feedback e modera discussões.
  5. Gerencia: supervisiona expectativas, desempenho e satisfação das equipes.

Eficiência Operacional

  1. Segue: adere aos processos da equipe, garantindo consistência.
  2. Encoraja: promove os processos da equipe, destacando benefícios e limitações.
  3. Desafia: questiona os processos em busca de melhorias.
  4. Ajusta: adapta os processos da equipe com base em feedbacks.
  5. Define: estabelece processos adequados ao nível de maturidade da equipe.

Influência

  1. Área: impacta diretamente uma área específica.
  2. Equipe: gera impacto em toda a equipe.
  3. Múltiplas Equipes: influencia outras equipes ou áreas.
  4. Organização: impacta toda a organização.
  5. Comunidade: influencia a comunidade do setor.

Perguntas Frequentes

E se algumas pessoas não atenderem a todos os pontos?

Isso é completamente normal. As pessoas geralmente têm pontos fortes em algumas áreas e lacunas em outras. O framework não deve ser usado como um checklist para promoções, mas como guia para conversas significativas sobre carreira.

E se a trilha de carreira da minha organização for diferente?

O framework é de código aberto, permitindo adaptações para sua organização. Use o modelo de gráfico para definir seus próprios níveis.

Quando alguém está pronto para o próximo nível?

É esperado que a pessoa esteja desempenhando consistentemente no próximo nível por vários meses antes de formalizar uma promoção.

Como coletar evidências para conversas com liderados?

Recomenda-se uma combinação de:

  • Conversas 1:1
  • Feedback de colegas e outras equipes
  • Autoavaliação

O framework poderia oferecer exemplos mais específicos de comportamentos?

Exemplos específicos dependem do contexto da equipe, fluxos e processos da área. É recomendado que cada equipe defina seus próprios exemplos.

Por que o framework para no nível 7?

Níveis 8 e superiores variam muito entre organizações. Empresas de diferentes tamanhos atribuem escopos muito variados a posições tão elevadas.

Existem recursos adicionais sobre o tema?

  • The Manager's Path: Camille Fournier descreve bem as expectativas e desafios de várias posições em tecnologia. No capítulo 9, ela aborda a criação de trilhas de carreira.
  • How to Be Good at Performance Appraisals: Dick Grote explica como definir responsabilidades de trabalho e avaliar desempenho.

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Um framework para Managers de técnologia, baseado no framework Engineering Ladders

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